Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Uma das escolas a fechar
Os ministros da Educação e do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional celebraram ontem em Ansião acordos para a construção ou remodelação de 33 centros escolares na região centro.
A cerimónia, agendada para as 17h00, representa um investimento global de 65 milhões de euros, que tem uma comparticipação de 33 milhões do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder).
De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), estes apoios visam requalificar ou construir de raiz “edifícios escolares dotados de elevada qualidade arquitectónica e funcional que possibilitem um eficaz reordenamento da rede educativa e contribuam para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos”.
Além disso, estes apoios procuram acabar com “todos os regimes de funcionamento duplos” que ainda permaneçam, e inserem-se no esforço de suspender progressivamente os estabelecimentos do primeiro ciclo de “reduzidas dimensões, designadamente as escolas com menos de 20 alunos”.
Segundo a CCDRC, este pacote de apoios é apenas um dos vários conjuntos de verbas para a remodelação da rede de equipamentos escolares, estando já em curso um quarto concurso para a região centro.
(notícia do Público)
Terça-feira, 24 de Junho de 2008








No passado dia 1 de Maio foi inaugurada a Requalificação da Zona Envolvente ao Rio Nabão. Uma obra que para a actual maioria da Câmara Municipal é considerada como emblemática permitindo criar um zona de lazer na sede do concelho, ser um museu vivo, uma porta de entrada para a biodiversidade que caracteriza o concelho e que mostra as nossas riquezas paisagísticas.
Se as opiniões se dividem relativamente à sua construção, havendo muitas reservas quanto ao momento para ser feita e aos custos da sua realização, estas fotografias não deixam duvidas que esta obra, que fo inaugurada à cerca de dois meses, com fogo de artificio, está completamente abandonada. A erva cresce a seu belo prazer, as árvores e as plantas estão com sede e algumas já estão a secar, a água deixou de correr, o famoso Centro de Interpretação está sempre fechado, o tal museu vivo ainda não nasceu, para não falar das casas de banho públicas que não existem e do lixo que parece não ser recolhido.
Será que é com o espaço nestas condições que a actual maioria da Câmara Municipal está a pensar promover o concelho?
Podemos não concordar com o dinheiro gasto nesta obra, mas já que foi gasto, o minímo que se espera é que seja cuidado diariamente e que se transforme naquilo que foi prometido.
Mas será que existem condições efectivas para que tal aconteça?
Ou será que o sonho se está a transformar em pesadelo?
Seria bom que este espaço fosse durante todo o ano igual à última capa do boletim municipal.
S. Domingues
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Resumo da obra:
Fevereiro de 2005. Nas eleições legislativas, o Partido Socialista alcança uma vitória inédita e consegue a sua primeira maioria absoluta na Assembleia da República. Aos 48 anos e a liderar o partido há pouco mais de quatro meses, José Sócrates via a sua força de vontade recompensada com um triunfo histórico. Era o culminar da carreira política daquele que muitos companheiros apelidaram de «Menino de Ouro do PS», que começara duas décadas antes, na Covilhã. Das festas em Vilar de Maçada, aos seus primeiros tempos como militante da Juventude Social Democrata, do espírito com que reorganizou o Partido Socialista em Castelo Branco à eleição como deputado, de mediático ministro do Ambiente, à conquista do PS e do país. A jornalista Eduarda Maio percorre os trilhos políticos e familiares de José Sócrates. Entrevistou companheiros de luta e de juventude, recolheu pequenas «estórias» - umas desconhecidas, outras esquecidas -, aborda temas polémicos como o caso da sua licenciatura, revela rivalidades, capta emoções, tentando perceber a personalidade de um homem que uns consideram apaixonado, combativo e dinâmico, outros arrogante, teimoso e calculista. O resultado é a primeira biografia do actual primeiro ministro.
sinto-me:
Domingo, 22 de Junho de 2008
O Primeiro-ministro, José Sócrates, lançou no final da última semana a concessão de estradas Pinhal Interior. Para o Governo, disse, é "o momento de olhar para a Zona do Pinhal".
A concessão terá uma extensão de 567 quilómetros, dos quais 173 respeitam a lances para construção, 135 para requalificação e 229 para exploração, com o investimento total a ascender a 772 milhões de contos.
O pacote apresentado inclui a conclusão do Itinerário Complementar 8 (IC8), entre Proença-a-Nova e a A23, assim como a construção do Itinerário Complementar 3 (IC3), entre Tomar e Coimbra.
José Sócrates, na cerimónia afirmou ainda que esta concessão é um acto de "solidariedade, justiça e afirmação do Estado Português que não quer deixar nenhuma região do País para trás, que quer fazer do território nacional um território coeso, reduzir as desigualdades e para as reduzir deve dar igualdade de oportunidades a todos".
Na cerimónia esteve também presente o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, que na ocasião homologou a adjudicação do estudo prévio para a construção do IC6, IC7 e IC37 que, futuramente, constituirão a rede rodoviária para a Serra da Estrela.
Mário Lino adiantou que a adjudicação da concessão Pinhal Interior está agendada para o primeiro trimestre do próximo ano, prevendo-se a sua conclusão no primeiro trimestre de 2012 e realçou que servirá mais de 400 mil habitantes, permitindo que as sedes de concelho "fiquem mais próximas das redes de qualidade elevada, com níveis superiores de comodidade e segurança".
Esta concessão beneficiará cinco concelhos do Distrito de Castelo Branco, que são Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão, bem como outros, como é o caso de Tomar, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere, Ansião, Penela, Castanheira de Pêra, Condeixa, Figueiró dos Vinhos, Miranda do Corvo, Lousã, Góis, Arganil, Coimbra, Pombal, Pampilhosa da Serra, Pedrógão e Sardoal.
Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Tendo em conta a experiência da aplicação do regime transitório, desde a data em que entrou em vigor, e o Memorando de Entendimento celebrado com as associações sindicais representativas dos professores, foi publicado no Diário da República o diploma que regulamenta o regime transitório de avaliação de desempenho dos professores e os respectivos efeitos durante o primeiro ciclo de avaliação, que se conclui no final do ano civil de 2009.
Assim, de acordo com este diploma, as escolas devem realizar as acções necessárias à aplicação do sistema de avaliação de desempenho dos professores, durante o ano escolar de 2007/2008, designadamente através da alteração dos respectivos projectos educativos para a fixação de objectivos e de metas, a fixação dos indicadores de medida e do estabelecimento do calendário anual de desenvolvimento do processo de avaliação.
No que diz respeito aos docentes que sejam objecto de avaliação só até ao final do ano civil de 2009, as escolas devem proceder, em 2007/2008, à recolha de todos os elementos constantes dos registos administrativos dos estabelecimentos.
Relativamente aos professores que, neste ano escolar, necessitam de ser avaliados para progredirem na carreira ou para efeitos de renovação ou de celebração de novo contrato, o órgão de gestão procede à aplicação de um procedimento de avaliação simplificado, que inclui:
* a ficha de auto-avaliação;
* a avaliação dos seguintes parâmetros pertencentes à avaliação efectuada pelo órgão de direcção: nível de assiduidade, cumprimento do serviço distribuído e acções de formação contínua.
Neste primeiro ciclo de avaliação, são reforçadas as garantias dos avaliados, nomeadamente no que se refere aos efeitos da atribuição das classificações de Regular e de Insuficiente.
Deste modo, os efeitos da atribuição destas menções qualitativas ficam condicionados aos resultados de uma nova avaliação, a ser realizada no ano escolar seguinte, não se concretizando, caso a classificação do docente nessa avaliação seja, no mínimo, de Bom.
Ainda segundo as regras definidas, os professores que sejam avaliados, em 2007/2008, para efeitos de progressão na carreira, são novamente avaliados em 2008/2009.
Quanto aos docentes contratados, pode ser aplicado, a seu pedido, o regime de avaliação simplificado, no ano escolar de 2007/2008. Este regime também pode ser aplicado, a partir de 2008/2009, aos professores com um contrato celebrado por menos de 120 dias.
No primeiro ciclo de avaliação, os coordenadores de departamento curricular ou os coordenadores do conselho de docentes são avaliados pelo presidente do conselho executivo ou director, enquanto os vice-presidentes e os adjuntos das direcções executivas ou o subdirector e os adjuntos são avaliados pelo órgão de direcção executiva.
A comissão paritária, criada com o objectivo de garantir o acompanhamento do regime de avaliação de desempenho dos professores, pelas associações representativas dos docentes, tem acesso a todos os documentos de reflexão e de avaliação produzidos pelas escolas e pelo Conselho Científico para a Avaliação dos Professores.